IGCA acusado de se juntar à Administração da Camama na usurpação de terrenos da empresa Konda Marta
A empresa Konda Marta denuncia que, na manhã desta quinta-feira, 20 de Agosto, foi surpreendida, no terreno onde foram destruídas as casotas de chapa e bens de famílias vulneráveis, com um grupo de mais de 300 pessoas transportadas por diversas viaturas e foram instaladas no espaço, após a Polícia e a Fiscalização da Camama terem corrido com o pessoal que estava sob o controlo da Konda Marta.
Segundo dados apurados, um dos funcionários do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA), identificado apenas por Paulo, terá se juntado à Administração Municipal da Camama para fazer frente aos terrenos em disputa.
Em alegado conluio com a administração, agentes da polícia e da fiscalização, foram recrutados vários cidadãos em muitos pontos de Luanda em número acima de trezentos, que foram colocados no terreno da Konda Marta, com vista a impedir as obras da empresa e ser ocupado para fins pessoais.
Fontes próximas do processo descrevem que os cidadãos contratados se fazem passar por funcionários do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGC), mas o propósito será a ocupação do referido terreno de largos hectares, que tem uma empresa chinesa que pretender adquirir o espaço para fins comerciais, num terreno que a empresa Konda Marta alega ser sua propriedade.
No terreno, existiam mais de 150 famílias vulneráveis, que foram acolhidas desde 2025 pela empresa Konda Marta, que na sexta-feira, 14 de Agosto, acusou a Administração Municipal da Camama de ter destruído e incendiado, habitações precárias e diversos bens pessoais, incluindo roupas e alimentos.
Segundo relatos das famílias, citados pelo Club-K, a operação terá ocorrido numa área onde as vítimas estavam instaladas e terá deixado várias pessoas, incluindo idosos, sem abrigo e sem os seus pertences.
As vítimas atribuem a orientação da operação à administradora municipal da Camama, Claudineth Victária Damião Fragoso. De acordo com os relatos, a intervenção no terreno terá sido coordenada pelo administrador adjunto para a área técnica, Paciência Curinge, com a participação de efectivos da Polícia Nacional, alegadamente sob comando da inspectora Joana Audácia, comandante da Esquadra da Vila Kiaxi.
FONTE: CLUB-K