Partido Pacífico Angolano abandona CASA-CE por considerar coligação em decadência
É oficial. O Partido Pacífico Angolano (PPA) deliberou, neste sábado, a sua saída da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE). A decisão foi tomada durante a primeira sessão extraordinária do Comité Central, orientada pelo seu presidente, Eduardo Garcia, em Luanda.
POR KAMALUVIDI BALTAZAR
A reunião teve como objectivo abordar questões relevantes sobre o Partido e da vida quotidiana. Entre os pontos-chave, destaca-se a deliberação da saída da CASA-CE, uma decisão tomada pelos membros do Comité Central presentes na reunião prestigiada pelo presidente fundador do PPA, Felé António.
Em declarações aos jornalistas, Eduardo Garcia justificou que a decadência desta coligação foi a principal razão esteve na base desta decisão, reforçando que chegou o momento para o PPA abraçar outros desafios sem, necessariamente, ter uma dependência.
“A CASA-CE deu-nos tudo o que tinha. Ela tornou-se obsoleta e a ditadura do tempo fez com que revelasse o seu período de maturidade. Agora, encontra-se em decadência e não podemos deixar que os fortes anseios dos cidadãos sejam ignorados porque a CASA-CE já não está em condições de desempenhar o papel que noutrora desempenhou.

Pensamos que as condições estão todas criadas para agora definirmos o nosso próprio caminho, tendo em vista os próximos desafios”, enfatizou o líder partidário.
O político, por outro lado, não descartou a possibilidade de, futuramente, se juntar a uma nova coligação, mas reiterou que a possível união com outras forças deve convergir com os objectivos, interesses e as ideologias defendidas pelo PPA como, por exemplo, chegar ao poder em 2027.