A Oposição e o Verdadeiro Inimigo: Um Chamado à Juventude Angolana

OPINIÃO
Por Zacarias Pascoal Calungo
A luta política em Angola deve ter um propósito claro e coerente. Quando a oposição se torna um palco de ataques entre os próprios opositores, o único beneficiário é o MPLA. A história já nos ensinou que um povo dividido não pode derrotar um regime estabelecido há décadas. Assim, a juventude angolana precisa entender que a batalha não é apenas contra um partido específico, mas contra a ideologia que sustenta esse sistema: o Socialismo.
O Perigo da Oposição Desorientada
O comentário que serve de base para este artigo sugere que apenas uma união completa da oposição pode derrotar o MPLA, caso contrário, a solução seria a abstenção eleitoral. Esse tipo de pensamento ignora a raiz do problema. Não é apenas o MPLA que devemos combater, mas sim a estrutura ideológica que perpetua a miséria, o autoritarismo e a dependência do Estado.
O Socialismo, seja em Angola ou em qualquer outra parte do mundo, fracassa porque viola os princípios básicos da liberdade individual e da economia de mercado. Enquanto insistirmos em soluções socialistas, estaremos apenas trocando nomes e rostos no poder, sem mudar a essência do problema.
Fugir ou Enfrentar? A Diferença Entre Palavras e Atitudes
É curioso que alguns jovens, que se dizem opositores do regime, tenham abandonado o país ao menor sinal de ameaça – até mesmo por algo tão simbólico quanto a suposta distribuição de rebuçados. Enquanto nós continuamos aqui, firmes e determinados a combater o Socialismo com ideias e ações concretas, outros preferem atacar aqueles que verdadeiramente lutam.
A verdadeira oposição não é feita de palavras vazias ou bravatas no exterior, mas sim de resistência dentro do país. Nossa luta não é apenas contra o MPLA, mas contra o sistema que ele representa. Quem ignora isso está fadado a cometer os mesmos erros que mantêm Angola refém de um modelo fracassado.
O Liberalismo Como Caminho
Como Liberais, entendemos que a solução para Angola não está na perpetuação de ideias estatistas, mas na promoção de um sistema baseado no respeito à propriedade privada, na livre iniciativa e na limitação do poder do Estado. Se realmente queremos mudar o rumo da nossa nação, devemos abraçar os princípios da Escola Austríaca de Economia e afastar-nos das ilusões coletivistas.
Para aqueles que ainda não compreendem a gravidade da nossa situação e a verdadeira origem do problema, recomendo a leitura do livro “Angola: O Que Deve Ser Feito”, do Libertário Professor José Macuva Chipalanga. Nesta obra, encontram-se respostas concretas sobre o caminho para uma Angola verdadeiramente livre e próspera.
Juventude Angolana, Acordemos!
Não nos deixemos enganar por discursos confusos e desorientados. O verdadeiro inimigo é o Socialismo, e nossa luta deve ser contra ele. Qualquer estratégia que ignore esse fato está fadada ao fracasso e à perpetuação do mesmo ciclo de dominação.
A liberdade não será conquistada por quem foge ao primeiro sinal de perigo, mas por aqueles que permanecem firmes e enfrentam a realidade. Que fique claro: não somos apenas oposição ao MPLA, somos oposição ao Socialismo e a qualquer forma de opressão estatal.
Sigamos atentos, sigamos firmes, e não nos desviemos do verdadeiro objetivo: a libertação de Angola através do Liberalismo.