Acreditar na UNITA e no MPLA assemelha-se a um futuro que não existe

OPINIÃO
Isidro Kangandjo/ Jornalista e CEO do Factos Diários
Na minha última opinião do mês dedicado às mulheres, quero trazer em análise os conhecidos eternos partidos mais influentes do país e cada um na sua posição que parece vitalício.
Apesar de os angolanos terem mil razões para criticar o Partido de Trabalho, o MPLA, também teríamos 800 razões para criticar a UNITA que também assume a posição da maior força política na oposição desde a realização das primeiras eleições gerais em 1992.
Destas duas forças políticas, não se espera nada para o melhoramento da vida dos angolanos, são duas forças políticas que não se adequam ao contexto actual, porque, a política racional deve ser feita por intermédio de uma força política nova, com ideologia nova e sangue novo para saber interpretar o problema real que enferma a juventude Angolana que, como sabemos, são a maioria no país.
O MPLA e a UNITA já prometeram tudo na vida dos angolanos eleitores e não só, o MPLA prometeu corrigir o que estava mal e melhorar que supostamente andou bem, mas, o inverso aconteceu. A UNITA, desde a liderança de Samakuva até aqui com Adalberto Costa Júnior, várias vezes garantiram não engolir o sapo, mas se tratou de apenas um discurso político. Ninguém é sério e a procura de pessoas sérias para colocar as duas forças políticas na oposição, seria a primeira missão para se ter uma Angola mais saudável.
Se o MPLA é um mal maior de Angola, a UNITA é um mal menor que aprende todos os dias com o sistema. O monopólio político que se assiste no MPLA também está na UNITA, todos eles têm representações nos Tribunais, CNE e alguns ministérios repartem as vagas, mas é a mesma UNITA que vem exigir a despartidazação das instituições públicas.
O país é politicamente repartido em dois, onde cada um manda na sua posição porém apenas um, o MPLA, tem o poder, daí, a maior luta é manter-se na primeira posição da oposição para melhores negociações, por isso, General Abílio Camalata Numa disse existir vários companheiros seus da oposição ricos, porém a riqueza foi acumulada nas eleições de 2022.
Para mostrar que alguns coisa não está a correr bem no partido que foi considerado como a esperança dos angolanos, é a divergência interna onde os próprios militantes não acreditam no seu líder como escreveu Manuel Luamba “Adalberto Costa Júnior não é apenas um erro, é uma maldição! Sem visão, sem honra, sem respeito pelos nossos mártires, transformou-nos em alvo de ridículo e isolamento. Seu mandato não é apenas um fracasso, é um crime contra a história da UNITA, uma traição imperdoável aos militantes que sonharam com um país justo e livre!”.
Acreditar na UNITA e no MPLA assemelha-se a acreditar num futuro que não existe. É investir num negócio que não lucra. Vamos esquecer todos os partidos que foram criados e que participaram nas eleições de 2022.
Angolanos precisam pesquisar bem o surgimento de novas forças políticas, aquelas forças que chamam de partidecos e que surgiram o ano passado e outros que vão surgir, para se encontrar um partido como a solução de Angola e dos angolanos.