CASO “CALICA” E A REDE DE IMPUNIDADE NO HUAMBO: Quanto o SIC recebeu para silenciar o caso do patrão que abusou sexualmente o seu trabalhador?
Calica é o jovem empresário ligado a restauração (rede de restaurantes) que supostamente violentou o seu próprio funcionário em uma das suas casa na centralidade do Lossambo. O caso que foi publicado inclusive na Televisão Pública de Angola ficou sem pernas por conta da mão invisível do Serviço de Investigação Criminal que está facturar na baixa visibilidade.
REDAÇÃO FD
“Este é o caso polémico que está a ser vergonhosamente engavetado. O suposto violador tem nome e rosto, e nós fazemos questão de os expor. Até quando o crime compensará e os rostos dos criminosos serão poupados?”, fez saber um dos activistas de referência na cidade do Huambo.
O autor do abuso sexual é apontado de manter relações próximas com figuras que deveriam zelar pela lei, como agente Agente Ronas Roné (afecto à DVT/SIAC/Huambo) assim como os promotores de eventos Melaço Evaristo e Mauro Costa.
O jovem ofendido é sobrinho do DJ Pequenino e, ao que tudo indica, existem conversações avançadas para forçar a retirada da queixa, tentando resolver o crime no âmbito familiar.
A fonte a ponta que “a lista não termina aqui. Há mais nomes envolvidos nesta rede de proteção que serão listados e expostos no próximo episódio. A justiça não pode ser calada por influências”.
“A justiça não pode ser negociada em conversas de família enquanto a impunidade se esconde sob o manto do tráfico de influência; exigimos que o SIC e a PGR no Huambo tirem este caso da gaveta e devolvam a dignidade à vítima”, alertou a fonte.
Segundo informações chegadas ao Factos Diários, Calica é um jovem que tem o prazer de se envolver com outros homens e, em breve, outros rapazes que receberam dinheiro para se envolver de forma forçada irão se pronunciar ou aparecer como declarantes no processo onde a vítima é o funcionário do empresário.