CASO KONDA MARTA: Daniel Neto aponta elementos do SIC e da Polícia Nacional de usar o poder de força para se apropriar das suas terras. Fala-se da Corrupção e Desobediência à Justiça

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Daniel Neto
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Esta terça-feira, 3 de Março, foi chamada a imprensa para, mais uma vez, ser apresentado o ponto de situação do caso que está a gerar polêmica em Angola há anos. A empresa Konda Marta Comercial, LDA, liderada por Daniel Afonso Neto, está envolvida em uma disputa judicial com oficiais superiores das Forças Armadas Angolanas (FAA), Serviço de Investigação Criminal (SIC) e da Polícia Nacional de Angola (PNA), que são acusados de usurpar terrenos da empresa.


POR SANDRA KIALANDA

Recentemente, provam os documentos, a juíza Joaquina Pilartes da Silva, do Tribunal da Comarca de Luanda, emitiu uma sentença que restituiu a posse provisória do terreno à empresa Konda Marta, revertendo uma decisão anterior que favorecia os acusados.
No entanto, a situação continua tensa, com relatos de desobediência à ordem judicial por parte de militares e outros órgãos de segurança que, motivados pelo dinheiro colocam em perigo a vida de outras pessoas usando meios do Estado.

“A situação é parte de uma máfia de terrenos sustentada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) e pelo Ministério Público (MP), que estaria trabalhando para afastar os legítimos proprietários do terreno. A situação continua tensa, pois que a Polícia Nacional não está respeitando a decisão do tribunal e que há uma “máfia de terrenos” envolvida no caso”, disse o responsável.

Daniel Afonso Neto também acusou o tenente-general Rui Ferreira, ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, de ter interesses nos terrenos e de usar a força para tentar tomar posse deles.

O apelo vai ao Governo Provincial de Luanda, a Presidência da República e outros órgãos que lutam pela pureza nos órgãos internos das Forças Armadas e no Ministério do Interior para acabar com a máfia que, segundo Daniel Neto, estes têm inclusive juízes que sentenceiam a seu favor.


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