Cimeira Global de Investimento em África é apresentada no Dubai: João Lourenço considera uma ponte segura para ligar África e investidores globais

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O presidente da República considera a Cimeira Global de Investimento em África uma ponte institucional segura e sustentável para ligar o Continente Berço aos investidores globais. Este posicionamento foi manifestado na terça-feira, 03 de fevereiro, aquando da apresentação daquela plataforma.


POR KAMALUVIDI BALTAZAR

A Cimeira Global de Investimento em África é uma iniciativa que tem como objectivo mobilizar o capital do mundo inteiro para o crescimento de África. Segundo os promotores do projecto, a nova plataforma vai actuar no sentido de “desbloquear o potencial inexplorado do investimento em África”, em que os “activos públicos vão ser convertidos em portfólios de risco reduzido disponíveis para a captação de investimento”.

Na ocasião, o presidente da República, João Lourenço, anunciou que Luanda, ainda dentro deste ano, poderá acolher a primeira edição da Cimeira Global de Investimento em África, manifestando interesse e o seu apoio à criação da plataforma.

Durante o seu discurso, o também presidente em exercício da União Africana garantiu que a Cimeira vai trabalhar com os países africanos para oferecer aos investidores globais uma previsibilidade, com regras estáveis, regimes de incentivos transparentes e contratos mutuamente respeitados.

Segundo o presidente da União Africana, o continente dispõe 40% das reservas globais de minerais, metais e elementos raros, estes recursos que poderão servir como a chave para a transição energética global, sobretudo para a geração de energia renovável e os minerais necessários para os sistemas de armazenamento de energia em baterias e veículos eléctricos.

No caso concreto de Angola, João Lourenço destacou alguns dos activos soberanos estratégicos que o País oferece aos investidores globais como a produção em alta do petróleo, o sector da energia e a construção do Corredor do Lobito, em Benguela, uma infraestrutura de grande importância do ponto de vista económico.

“O nosso sector mineiro é rico em diamantes, ouro e minerais críticos, e tem sido alvo de reformas estruturais que garantem a transparência e são favoráveis aos investidores. A agricultura e o agronegócio são prioridades e contam com incentivos governamentais específicos.

As nossas iniciativas de infra-estrutura, como o transformador Corredor do Lobito e as novas concessões portuárias e aeroportuárias, estão a posicionar Angola como um hub logístico regional e estamos a abraçar a economia digital, a abrir o nosso sector de Tecnologias de Informação e Comunicação”, disse o chefe de Estado angolano.


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