Corrupção e crédito mal parado domina o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA). Felismino da Costa apontado como o autor do esquema
O director do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Eng. Felismino da Costa, é acusado de desviar as normas legais para beneficiar empresas privadas específicas, em contrapartidas financeiras (propinas) em troca de benefícios institucionais, com especial incidência no concurso público realizado no final de 2025. Segundo fontes, os montantes recebidos de forma indevida, provenientes de empresas parceiras a conta ronda até mil milhões de Kwanzas.
REDAÇÃO FD
“Acreditamos também que tem havido desvio de verbas destinadas a despesas correntes. Esta situação está a asfixiar o funcionamento operacional do IDA, colocando em risco o cumprimento dos nossos objetivos públicos e o apoio ao setor agrícola nacional”, disse a fonte.
Os funcionários afirmam que apuraram, por um lado, que algumas das empresas que estarão a pagar subornos ao diretor têm ligações às entidades que participaram no concurso para o fornecimento de fertilizantes.
As empresas em causa, são apontadas, na sua maioria, de receber verbas do Estado, mas não estão a cumprir as obrigações contratuais assumidas. Existem indícios de que os fundos públicos estarão a ser utilizados para fins alheios ao objeto do contrato.
“Essas empresas estão a ser protegidas pelo diretor. Lista das empresas que participaram no concurso de fertilizantes simples e compostos”:
Vera Nova LDA, Grupo Terra Sul, Anfeng LDA, Global Enza, Solevo Angola, Angata LDA, Fertiangol, Agroawa, Kapilongo Angola, Yan Comercial Ina e a empresa Osvalferry