João Lourenço considera alcance da paz como maior ganho nos 50 anos da Independência Nacional

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O presidente da República considerou o alcance da paz, em abril de 2002, como o maior ganho durante os 50 anos da Independência Nacional, afirmando ser um momento difícil que Angola ultrapassou neste período.


POR KAMALUVIDI BALTAZAR

Esta consideração foi feita hoje, em entrevista cedida à CNN Internacional, quando respondia as questões sobre diversos assuntos abordados na conversa. João Lourenço explicou que os outros ganhos conquistados são como consequência da situação de paz que o país vive já há 23 anos.

Relactivamente a suposta alteração da Constituição para possível candidatura à Presidência nas eleições de 2027, João Lourenço foi claro em afirmar que não tem esta pretensão por força da Lei Magna que só prevê dois mandatos.

“A Constituição angolana só permite dois mandatos. Se só permite dois mandatos, o simples facto de fazer-me essa pergunta significa que está a admitir a hipótese de violarmos a Constituição. Coisa que não vai acontecer. Nós respeitamos a Constituição e a Lei.

Enquanto presidente e ainda no meu primeiro mandato, altura em que o partido que presido tinha essa maioria qualificada que lhe permitia alterar a Constituição, nós alterámos a Constituição. Tiivemos a possibilidade de alterarmos na dimensão que quiséssemos. Se houvesse essa pretensão de eu ficar no poder como Presidente da República por mais do que 10 anos, teríamos feito alteração desse artigo”, enfatizou.

Sobre o sector económico, o chefe de Estado esclareceu que pretende diversificar a economia, lembrando que Angola tem boas relações e cooperação económica com vários países, citando os Estados Unidos da América e a China como exemplos.

“Em relação aos parceiros que Angola arranjou e com os quais deve trabalhar no sentido de atingir o objectivo de reforçar a sua economia, o que posso dizer é que todos são bem-vindos. Não há necessidade de excluir um para prevalecer outro”, disse.


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