MANIFESTO DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO COLETIVA DA FAMÍLIA, FUNCIONÁRIOS E BENEFICIÁRIOS DA BARRACA NATURA
É com um misto de perplexidade e profunda exaustão que nós — família, trabalhadores e a comunidade de Luanda que usufrui deste espaço — viemos a público denunciar o esbulho violento e a perseguição institucional de que somos alvo. Não se trata apenas de uma disputa de espaço; trata-se da destruição deliberada de um projeto que, desde 2021, devolveu dignidade e vida à Marginal de Luanda.
I. SOB ORIENTAÇÃO DA ADMINISTRADORA MILCA CASSEQUE
Assistimos a um padrão de comportamento onde a Sr.ª Administradora Milca Caquesse age sob uma lógica de prepotência que já se tornou recorrente. A comunidade empresarial e os cidadãos de Luanda estão cansados de injustiças sistemáticas promovidas por uma gestão que acredita que todos estão errados e apenas ela detém a verdade. Esta postura arrogante e faltadora de respeito não se limita aos atos administrativos; manifesta-se na humilhação direta do cidadão, frequentemente através do uso de palavrões e palavras obscenas, incompatíveis com o decoro do cargo que ocupa.Esta administradora, que “manda bocas” afirmando que não recebe ordens de ninguém, demonstra um desprezo absoluto pela própria Lei que deveria jurar defender. O que vivemos hoje é uma luta de ego e poder contra uma comunidade trabalhadora que apenas deseja exercer a sua atividade em paz.
II. O USO DE “TESTAS DE FERRO” E A COBARDIA INSTITUCIONAL
Preferindo não “dar a cara”, a Sr.ª Administradora utiliza subalternos — como o Sr. Cláudio Revelas (Administrador Adjunto para a Área Técnica) e os Srs. Roberto Rodrigues e Daniel Quiala — como braços executores para asfixiar uma empresa cumpridora. É uma ofensa intelectual e uma demonstração de fraqueza técnica tentar ignorar um contrato válido por 2 anos, celebrado em dezembro de 2025, que nos confere o direito legítimo de exploração. Enquanto a Administração se perde em reuniões estéreis e num silêncio ensurdecedor, nós trabalhamos; enquanto eles destroem, nós preservamos.
III. O ATENTADO DE 24 DE MARÇO: FORÇA BRUTA CONTRA O DIREITO
No dia 24 de março, a máscara da legalidade caiu. Sob as ordens do Sr. Cláudio Revelas, a força policial e a fiscalização foram mobilizadas para um ato de pura demonstração de força. Retiraram violentamente bens, mesas, cadeiras e brinquedos insufláveis da legítima possuidora.Tudo isto para favorecer uma terceira entidade fantasmagórica que nunca investiu um kwanza neste local , enquanto a Barraca Natura e outras ao redor arcam, diariamente com os custos para garantir a rega, a limpeza e a conservação de um espaço que é de todos. É inadmissível que o Estado use as suas armas para expulsar quem cuida e proteger interesses privados ocultos e inconfessos.
IV. O GRITO DE 80 FAMÍLIAS É DE UMA COMUNIDADE
A Barraca Natura sustenta hoje mais de 80 colaboradores que vivem sob o terror da instabilidade provocada por esta gestão municipal. Os nossos beneficiários — as crianças que brincam nos nossos equipamentos e as famílias que aqui encontram lazer — são as vítimas colaterais desta luta de egos. Não aceitaremos que a vida de dezenas de famílias seja sacrificada no altar da vaidade e do poder absoluto de uma única pessoa que não respeita a lei nem o povo.
Exigimos a reposição imediata dos nossos bens e o respeito absoluto pelo contrato em vigor. A família Barraca Natura — sangue, suor e beneficiários — não se deixará intimidar. A força do Direito é, e será sempre, superior ao arbítrio de quem detém o poder momentâneo.