Monopólio do Grupo Carrinho teve a mão do General Nunda, primo de Leonor Carrinho

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Geraldo Sachipengo Nunda, ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas e antigo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola no Reino Unido e na Irlanda, cargo do qual foi exonerado em janeiro de 2025, é apontado como sendo o homem que arrumou a casa e terá aberto caminhos para que o Grupo Carrinho fosse o dono de quase tudo em menos de 10 anos. Nunda apresentou ao João Lourenço o grupo, na qualidade de Ministro da Defesa Nacional de Angola.


POR ISIDRO KANGANDJO

O esforço empreendido pelo General reformado para com o Grupo Carrinho é fruto do grau parentesco que Nunda tem com a Senhora Leonor Carrinho, fundadora da Leonor Carrinho e hoje Grupo Carrinho.

Durante o ano de 2010 a 2018, o período em que Nunda foi Chefedo Estado-Maior General, na qualidade do Grupo Leonor Carrinho, entrou na logística das FAA sem, no entanto passar num concurso público e isso terá facilitado a relação entre o Grupo e o actual Presidente da república.

Com uma orientação política bem definida, o Grupo Carrinho, liderado por Nelson Candundo Carrinho, com o apoio dos seus irmãos Rui Candundo e Samuel Candundo, este último doutorado em contabilidade no Canadá, foi orientado a recorreu a financiamentos externos, utilizando como garantia sua contabilidade auditada e a gestão alinhada a padrões internacionais. Com o acesso aos financiamentos externos e internos, o grupo nunca mais parou, pelo contrário, se tornou dono dos bancos em Angola, monopolizou o mercado alimentar e, através da Carrapas conseguiu dominar o mercado de diamantes.

COMO JOÃO LOURENÇO SE APROXIMA DO GRUPO CARRINHO?

Durante o exercício do Primo de Leonor Carrinho como Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas entre 2010 e 2018, conseguiu, por um lado, ter colocado João Manuel Gonçalves Lourenço mais perto do grupo, na qualidade de Ministro da Defesa Nacional de Angola durante o mandato do mesmo entre 2014 a Setembro de 2017.

 Lourenço terá abraçado a proposta do Grupo por duas razões: primeiro porque a empresa foi criada no Lobito e conheceu Leonor há anos na qualidade de vizinhos e a segunda razão foi relacionada com os negócios.

Alguns apontam que, o crescimento do Grupo Carrinho durante a Governação de João Lourenço, que assumiu a presidência em Setembro de 2017 pode estar ligado com a relação anterior na qualidade de Ministro da Defesa e, há quase nove anos o Grupo nunca mais parou pelo que muitos relatam que o Presidente da República possa ter uma mão visível no crescimento acelerado do maior grupo agroalimentar de Angola.

Nunda conheceu todas as manobras que levaram o Grupo Carrinho até aqui, tanto que, na carta que elaborou para felicitar o Grupo Carrinho quando comemorou 31 anos de existência, ressaltou que o então Governador de Benguela, Eng. Isaac dos Anjos, foi responsável por autorizar a compra do terreno onde o parque foi construído. O complexo industrial estava 85% concluído quando foi visitado pelo Presidente da República, João Lourenço, e pelo Governador da Província, Rui Falcão Pinto de Andrade, em abril de 2019.

O General também mencionou que o grupo viu uma oportunidade de aquisição do Banco de Comércio e Indústria (BCI), com o objetivo de optimizar o tempo despendido em operações bancárias. Para isso, contratou o Standard Bank, uma das principais instituições financeiras com mais de 100 anos de experiência, para assessorar no processo de compra.


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