O HOMEM DE FLUXO DE SANGUE DIANTE DO GOVERNADOR DO CUANZA NORTE
OPINIÃO
ISIDRO KANGANDJO/ Jornalista e CEO do Fac5os Diários
Eram 16 horas quando uma caravana grande do MOVANGOLA recebia apertos de mãos e abraços do governador provincial do Cuanza Norte, João Diogo Gaspar a seguir, seria um encontro de cortesia por conta de uma actividade de moralização da sociedade que decorreu no sábado, 21 de Março.
Depois das saudações no dia 20 de Março, na qualidade de jornalista, uma coisa chamou-me atenção e pedi ao meu operador de câmera para que filmasse o momento. Os colegas e outros murmuravam alegando que não era bom fazer isso, não é necessário, isso não é ético e tudo mais.
Ignorei e pedi ao operador para que continuasse a filmar e depois iria me responsabilizar.
O que aconteceu é que, um certo senhor, que parecia menino de rua, desafiou o protocolo, rompeu o último homem e foi logo ao encontro do Governador.
O que mais me tocou foi quando o Governador disse: “deixe o irmão. Como é? Está tudo bem, irmão?”. O homem olhou pelo gesto do governador começou a chorar.
O Governador não parava de o abraçar e depois questionou o que se passava de concreto e o homem disse apenas muito obrigado, muito obrigado… Mas porquê muito obrigado se ainda não havia recebido nada?
Logo entendi que o abraço lhe valeu muita coisa, aliás, não era um simples cidadão, mas um cidadão com o poder de Estado na província. Mais tranquilo, colocou algumas necessidades e o Governante entendeu atender rapidamente as preocupações primárias.
DUAS COISAS MARCARAM O MOMENTO
PRIMEIRO
O homem veio com um presente que parecia um cesto muito pequeno feito de papel de um jornal e ofereceu ao Governador. O que entendi é que o homem tem um talento. Só sei que o Governador gostou do presente, dançou pelo presente e isso emocionou ainda mais o senhor (que o titulei como o homem de fluxo de sangue) que viu valorizado a sua arte e a maneira que o Governante recebeu. Se calhar nunca ninguém, durante a sua vida, viu valorizado um presente que, a meu ver, muito insignificante. Mas alguém precisou motivar e fazer ressuscitar as energias positivas.

Entendi que as pessoas que passam por uma aflição carecem apenas de palavras bonitas e motivadoras. Se aquele senhor fosse expulso ou ignorado pelo governador João Diogo Gaspar, não sei como se sentiria hoje. Mas com aquele gesto, ele teve o dia ganho e mais valorizado. Uma vida poderá ser salva da depressão.
O Homem de fluxo de sangue disse agora ou nunca. Determinou e todos ficamos calados e a observar o cenário todo e o Governador a pressionar um pessoal dele para que o pudesse atender rápido e ficou o acordo de o receber no privado no Governo, o que demostra que a casa do povo está ser usado pelo povo.
SEGUNDO
O Governador, apesar de ter ao lado entidades para o encontro de cortesia, decidiu parar toda a caravana para ouvir um que parecia ser o senhor morador de rua.
Depois de ser ouvido e deixar a responsabilidade, só assim seguiu a outra agenda de cortesia que também teve muito tempo de conversa entre o Presidente do MOVANGOLA e o Governador.
A frase de que “todos somos iguais” o lema “o povo primeiro”, finalmente foi executado na província do Cuanza Norte e pelo governador João Diogo Gaspar. Se o ignorasse ou fosse empurrado, também estaria aqui para criticar.
PARABÉNS PELO GESTO. APESAR DE NUNCA TER SIDO ABRAÇADO POR UM GOVERNADOR, ME SENTI REPRESENTADO.