Sindicado dos Médicos propõe reconfiguração do investimento avaliado em 297 milhões de dólares para construção do centro de trauma em Luanda
O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA) defendeu a sustentabilidade no sistema de saúde com o valor disponibilizado pelo Despacho Presidencial N° 79/26, que autoriza a despesa global de USD 297.519.000,00 para a construção de um centro de trauma em Luanda.
POR KAMALUVIDI BALTAZAR
Em conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, em Luanda, o SINMEA propõe a reconfiguração deste investimento num Programa Nacional de Trauma baseado em capital humano como prioridade estratégica, descentralização efectiva dos cuidados e sustentabilidade do sistema de saúde.
O presidente do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, Adriano Manuel, adiantou que uma parte significativa das unidades hospitalares construídas com recursos avultados não funcionam por falta de manutenção, questionando fazer sentido continuar a erguer novas infraestruturas quando as que existem não respondem as necessidades.
Adriano Manuel lamentou a falta de medicamentos e quadros qualificados para assistência primária dos pacientes que acorrem às unidades hospitalares,
considerando ser um dos grandes problemas que efernizam o Sistema Nacional de Saúde, sublinhando que a falta de políticas para o combate de doenças como, por exemplo, a malária, apontada como a principal causa de mortes no país, constitui outro grande problema.
“Investir num centro é salvar vidas em Luanda. Investir numa rede nacional de trauma é garantir o direito à vida a todos os angolanos, independentemente da sua localização. Apelamos a revisão estratégia da alocação destes recursos, privilegiando um modelo descentralizado, baseado no fortalecimento do capital humano e na criação de uma rede nacional funcional e eficiente”, lê-se na carta.