AFIRMAÇÃO GEOPOLÍTICA E LIDERANÇA GLOBAL: Ordem dos Arquitectos de Angola alcança resultado histórico no Congresso Mundial da UIA em Barcelona

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A Ordem dos Arquitectos de Angola (OA) concluiu com assinalável êxito a sua participação no Congresso Mundial dos Arquitectos UIA 2026. Através de uma intensa agenda político-institucional, a OA elevou a projeção da arquitetura e do urbanismo nacionais a um patamar inédito.


REDAÇÃO DO FACTOS DIÁRIOS

A instituição consolidou a afirmação geopolítica e cultural de Angola na maior plataforma global da especialidade.

Toda a jornada da delegação angolana em Barcelona foi acompanhada em permanência pela Missão Diplomática da República de Angola no Reino de Espanha.
O suporte e a chancela institucional da representação diplomática reforçaram a relevância da comitiva junto das altas autoridades internacionais presentes no evento.

Esta mobilização histórica incluiu uma comitiva recorde de mais de 500 membros da classe.
O número expressivo refletiu a resiliência, a competência técnica e a capacidade dos profissionais angolanos para intervir em qualquer cenário global.

O ponto alto da agenda política ocorreu durante a Assembleia Geral da UIA, realizada no Centre de Convencions Internacional de Barcelona (CCIB).

O acto eleitoral definiu os órgãos sociais da organização para o mandato 2026–2029.

O Bastonário da OA e Vice-Presidente da Região V da UIA, Arquitecto Vity Claude Nsalambi, protagonizou uma candidatura histórica à Presidência da União Internacional dos Arquitectos.


Numa disputa renhida que envolveu delegações dos cinco continentes, a candidatura angolana conquistou o segundo maior número de votos a nível mundial. Este resultado expressivo traduz o inequívoco reconhecimento internacional da leadership do Arquitecto Nsalambi.

Reflete também o capital institucional acumulado desde 2014 através de um movimento coletivo do continente africano para afirmar a sua contribuição no contexto global.

Na sequência do escrutínio, a OA endereça as suas mais institucionais e calorosas felicitações à liderança eleita: o novo Presidente, Arq. Li Zhang (China); a Secretária-Geral, Teresa Táboas (Espanha); e o Tesoureiro, Marco Vázquez (México), formulando votos de uma gestão profícua em prol da cooperação multilateral.

A agenda institucional da OA pautou-se por momentos de elevado relevo diplomático e cultural.

Membros do Conselho Nacional da OA integraram a solenidade realizada a 30 de junho na icónica Basílica da Sagrada Família.
O evento contou com a presença de Sua Exa. o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, de Sua Exa. o Ministro da Cultura de Espanha, Ernest Urtasun, e de altos representantes da Generalitat de Catalunya.

Na ocasião, a OA testemunhou a entrega da Medalha de Ouro da UIA ao Arquitecto Eduardo Souto de Moura.
A distinção enaltece a produção arquitetónica de língua portuguesa e inspira profissionais em todo o mundo.

Na mesma sessão, o Arquitecto Vity Claude Nsalambi assumiu a magistratura de Presidente do Júri, procedendo à entrega oficial do Prémio Robert Matthew para Habitats Humanos Sustentáveis.

Adicionalmente, pela primeira vez na história da organização, Angola marcou presença com um pavilhão expositivo próprio no Disseny Hub Barcelona, explorando novos quadrantes ao exibir o talento e o potencial técnico nacional.

Diante de uma realidade global marcada por transformações drásticas — como as alterações climáticas que exigem resiliência, os desafios tecnológicos que elevam a responsabilidade social e o crescimento desgovernado das cidades —, a OA defende uma abordagem transversal e multidisciplinar sobre o território.

A instituição enfatiza a urgência de criar oportunidades concretas para a numerosa população jovem de arquitetos em África, permitindo que o seu potencial técnico resulte em transformação social e na melhoria do bem-estar das populações.

Ao encerrar esta missão, a Ordem dos Arquitectos de Angola expressa o seu profundo agradecimento ao Executivo Angolano, à sua Missão Diplomática em Espanha e às congéneres internacionais.

A OA apela às instituições soberanas da República para o reconhecimento contínuo do papel estratégico do arquiteto, reafirmando o compromisso de aplicar todo o conhecimento acumulado em benefício direto do desenvolvimento do território nacional.


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