BIÉ: PGR trava o Serviço de Investigação Criminal que terá fabricado crimes para agradar Administrador da Lúbia

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LÚBLIA E BIÉ
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O administrador municipal da Lúbia terá influenciado a direção municipal da educação e o Serviço de Investigação Criminal para incriminar o diretor de uma escola de duas salas de aula que funcionam debaixo do imbondeiro. O SIC tentou enganar a Procuradoria Geral da República com informações contraditórias, enquanto isso, o advogado e familiares dos alunos apresentaram as provas.


POR ISIDRO KANGANDJO

O SIC BIÉ, com o objectivo de cumprir com uma agenda tribal e punir um grupo de pessoas que tiveram o encontro com a Vice-presidente do MPLA em Luanda, procurou encontrar uma vítima, por sinal, funcionário público identificado por Júlio Avelino onde alega que o senhor em causa terá engavetado as provas.

“Sem acesso às provas e sem a presença do Director, os professores ficaram impossibilitados de aplicar os exames finais, enquanto os alunos viram o seu direito à avaliação suspenso, numa das fases mais importantes do calendário escolar. A situação levou a Direcção Municipal da Educação a denunciar o caso às autoridades, dando origem a uma investigação que culminou com a detenção do Director. Durante a operação, os investigadores apreenderam pautas escolares e as provas dos exames que deveriam ter sido utilizadas nas avaliações finais”.

O Serviço de Investigação Criminal mentiu. Os alunos fizeram as provas e os dois professores fiscalizaram as duas turmas. O que aconteceu é que o meu constituinte foi levado de casa sem mandado de detenção, invadiram a residência sem qualquer documento e, segundo fontes do próprio SIC quem fabricou o crime foram eles, por causa de uma pressão que tiveram. Se há provas de exames que encontraram em casa do diretor, isto é normal porque as folhas vêm sempre a mais e todos os documentos da escola devem ficar em casa do diretor porque este não tem gabinete e os alunos estudam debaixo do imbondeiro e sem carteiras,  por isso, transformou a sua casa um gabinete”, avançou o Advogado Simão Serrote.

Durante audição, o acusado alegou que não publicou, porque, antes de fazê-lo teria que fazer o relatório, para isso, precisava sentar com os encarregados da educação dos 63 alunos e definir o local onde estariam estampadas as pautas, porque, segundo Júlio Avelino, os professores são obrigados a colocar na casa do secretário do bairro ou no imbondeiro.   

PGR SOLTA O DIRECTOR DA ESCOLA SEM PAREDES NOS TERMOS DE IDENTIDADE E RESIDÊNCIA

Avaliadas as matérias de acusações, a Procuradoria Geral da República junto dos órgãos de Polícia Criminal da Lúbia, ordenou no dia primeiro de Julho deste ano, a soltura do director da escola sem parede, Júlio Avelino em Termo de Identidade e Residência.

ADMINISTRADOR DA LÚBIA NÃO GOSTOU DO ENCONTRO QUE AS AUTORIDADES TRADICIONAIS MANTIVERAM COM A VICE-PRESIDENTE DO MPLA

Os encontros que as autoridades tradicionais do município da Lúbia mantiveram com a Vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa e o Ministério da Cultura, terá irritado o Administrador municipal e, rapidamente, ordenou o SIC para elaborar o Proc.Inv nº19/2026, assinado no dia 26 de Junho de 2026 pelo Inspector Chefe de Investigação Criminal, João Domingos Cangombe.

As autoridades tradicionais sentem-se injustiçados e perseguidos pelo um grupo étnico minoritário que, segundo a linhagem de sobados viola os princípios. O Serviço de Investigação Criminal terá questionado os sobas o que teriam partilhado com a presidência do MPLA sem antes dar a conhecer a saída aos órgãos locais.

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Soube o Factos Diários que os Songo representam 80% da população do município, tem seis ombalas enquanto que os Tchocwé têm apenas duas ombalas, com uma percentagem populacional de 20%. A luta do Administrador é extinguir a etnia Songo usando todo o poder necessário onde conta supostamente com o apoio da Governadora Provincial do Bié.


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