Presidente João Lourenço destaca papel das mulheres africanas na construção de um continente resiliente
O Presidente da República, João Lourenço, fez hoje, 30 de Julho o discurso de abertura da Campanha “Construindo Resiliência”, promovida pela Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento – OAFLAD, e destacou o papel central das mulheres na construção de uma África mais justa, inclusiva e sustentável.
REDAÇÃO DO FACTOS DIÁRIOS
Ao dirigir-se às Primeiras-Damas africanas e convidados, o Chefe de Estado reconheceu o trabalho de advocacia, liderança e mobilização da OAFLAD em causas que impactam directamente o continente, com destaque para a promoção da igualdade de género, o empoderamento de mulheres e jovens e a melhoria das condições de vida das comunidades mais vulneráveis.

O Presidente sublinhou que as mulheres africanas são hoje um pilar essencial do desenvolvimento sustentável, tanto nas famílias como na economia. Ressaltou a sua acção na agricultura familiar, na produção alimentar e na garantia da segurança alimentar e nutricional das comunidades.
“É necessário que às mulheres do meio rural e agricultoras africanas se lhes proporcione maior acesso aos recursos produtivos, ao conhecimento, à inovação tecnológica, ao financiamento e às políticas de adaptação climática. Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação e de resiliência das comunidades”, afirmou.
João Lourenço defendeu ainda que a construção de uma paz sustentável em África exige a participação plena das mulheres em todas as fases dos processos de paz, por serem fundamentais na prevenção e resolução de conflitos. Referiu como exemplo a recente Cimeira da Aliança das Civilizações da ONU, realizada em Luanda, onde ficou patente o contributo feminino para o diálogo e a cultura de paz.

O Presidente reiterou o compromisso de Angola com a OAFLAD e anunciou uma contribuição financeira para a Campanha “Construir a Resiliência das Mulheres e Raparigas face às Alterações Climáticas e aos Conflitos”. Defendeu também maior atenção do Estado e dos governos africanos a problemas como a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce.
Ao encerrar, João Lourenço reforçou a convicção de que, com acção conjunta e solidária, é possível construir comunidades mais resilientes e um continente onde todas as mulheres e raparigas possam desenvolver o seu potencial e impulsionar o progresso de África.