“ACJ não está preparado para ir às eleições de 2027”, afirma jurista Mário Aragão

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O jurista Mário Aragão afirmou que o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, não está preparado, do ponto de vista político, para concorrer às eleições gerais agendadas para 2027. O especialista em Direito fez esta afirmação durante a emissão do Equilíbrio, um espaço emitido pela plataforma digital Xé Agora Aguenta, ontem, domingo.


POR KAMALUVIDI BALTAZAR

Esta afirmação deveu-se ao tema em análise no debate que juntou Carlos Cabaça, também jurista, e José Rodrigues, docente universitário e analista político, quando analisavam a proposta da UNITA sobre a criação de uma conta bancária para jovens dos 18 aos 35 anos, onde seria depositada uma percentagem das receitas do petróleo.

Segundo Mário Aragão, o discurso de Adalberto Costa Júnior (ACJ) é “meramente eleitoralista” em função do período vigente. O também militante do MPLA entende que a mesma proposta não seria exequível, caso fosse aprovada pela Assembleia Nacional, acrescentando que, alegadamente, ACJ não está preparado para ir às próximas eleições.

Convidado a apresentar o seu comentário, José Rodrigues acredita ser uma proposta com boas pretensões pelo facto de ajudar a reduzir as despesas da juventude e não só, mas defendeu a necessidade de a iniciativa do líder do maior partido da oposição em Angola ser levada a vários fóruns para discussão com políticos e académicos, de modo que as ideias sejam muito bem fundamentadas.

Recorde-se que o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, apresentou uma proposta de criação, por lei, de uma Conta Jovem Soberana destinada a todos os angolanos com idades entre os 18 e os 35 anos.

A iniciativa prevê que uma percentagem fixa das receitas do petróleo, gás e minerais estratégicos, por exemplo 10%, seja depositada anualmente num fundo soberano. O valor seria dividido por todos os jovens elegíveis.

Segundo o líder da oposição, não se trata de entrega de dinheiro em mão. O montante ficaria numa conta digital e só poderia ser usado para educação, habitação, saúde e empreendedorismo.

A gestão do fundo, de acordo com a proposta, não ficaria nas mãos do Governo, mas de uma entidade independente com representantes da sociedade civil, universidades, igrejas, sindicatos e dos próprios jovens.


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