DE LUANDA A NAIRÓBI: Angola partilha caminho para uma “nova era agrícola”

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A experiência de Angola rumo a uma “nova era agrícola” foi partilhada esta terça-feira na Cimeira Africa Forward, em Nairóbi, no Quénia.


REDAÇÃO FACTOS DIÁRIOS

O país marca presença num fórum de peso e fá-lo com um reconhecimento assinalável, onde Nelson Carrinho, Director Executivo do Grupo Carrinho, foi pessoalmente convidado pelo Presidente francês, Emmanuel Macron para discursar sobre Segurança Alimentar e Negócio, numa distinção que sublinha a crescente projecção internacional do empresário angolano.

A presença de Carrinho não é casual. Com a necessidade de diversificar alianças para além do espaço francófono, Macron tem apostado numa aproximação a países como Angola, menos condicionados pelo peso histórico do domínio colonial francês.

Nesse quadro, o Director Executivo do Grupo Carrinho e o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, representam Angola num certame que reúne chefes de Estado e líderes globais.

Para Nelson Carrinho, estar em Nairóbi é “um privilégio”, e a oportunidade será aproveitada para apresentar o programa de Agricultura Familiar e os investimentos industriais em curso no país.

Como orador, prometeu fazer um balanço dos últimos quatro anos e antecipar os próximos quatro, defendendo o fomento agrícola como a principal “saída” para mitigar os desafios da segurança alimentar em Angola.

Do lado governamental, Massano classificou a relação com França como “multifacetada” e “estável”, reforçando que Angola não pode continuar dependente de bens alimentares importados. Para o ministro, a Agricultura é o sector que “contribui mais para o crescimento” nacional e o caminho para a autonomia das comunidades.

A Cimeira Africa Forward conta ainda com a presença de vários estadistas africanos, entre os quais Abdel Fattah Al-Sisi (Egipto), Daniel Chapo (Moçambique), Bassirou Faye (Senegal), Bola Tinubu (Nigéria) e Faustin Touadéra (República Centro-Africana), bem como o presidente da Comissão da União Africana, Mahamoud Youssouf, e o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.


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