Director da “Amigos da VIDA” denuncia 6 anos de perseguição pelos Muçulmanos e pede investigação do Estado angolano
O Director Executivo da Associação Amigos da VIDA, Noé Francisco Dias Mateus, fez esta semana uma denúncia pública na qual relata alegadas perseguições, sabotagens e tentativas de assassinato contra si e contra a instituição, nos últimos 6 anos.
A Amigos da VIDA é uma organização angolana legalmente reconhecida e que trabalha há 20 anos na proteção e defesa dos direitos da criança nas comunidades.
Na carta, Mateus solicita ao Estado angolano “uma investigação imparcial, justa e transparente” para garantir a sua segurança, a das crianças acompanhadas pela associação e das instituições que defendem o interesse superior da criança.
O responsável acusa “extremistas islâmicos” de estarem a acompanhar os seus passos, difamá-lo, caluniá-lo e manipular líderes religiosos e associativos contra o seu trabalho. Segundo a denúncia, alguns líderes teriam recebido “altas quantias de dinheiro” e “presentes valiosos” para distorcer informações.

Mateus cita dois casos. O primeiro, uma viagem ao Brasil que foi cancelada após ser acusado de pretender “sabotar” uma deslocação do Presidente João Lourenço. O segundo, a interferência que terá dispersado órgãos de comunicação durante uma visita guiada com crianças ao Ministério da Educação, recebida pela Secretária de Estado Soraya Kalongela.

O Director defende que, se comprovadas, as interferências não podem continuar a ser financiadas com “fundos duvidosos”. Reforça que as crianças devem ir à escola e que o programa do Governo para a educação e proteção infantil deve ser implementado sem perturbações.
A Amigos da VIDA invoca ainda a Carta Africana sobre Direitos e Bem-Estar da Criança, artigo 4º, e cita declarações do Presidente João Lourenço sobre igualdade perante a lei.