O partido Pacífico Angolano denuncia perseguição política a dirigente no Uíge e exoneração arbitrária em Mucaba
PPA denunciou publicamente graves actos de intolerância política na província do Uíge, após o seu secretário provincial, Alberto Zaqueu ter sido alegadamente alvo de ameaças e exonerado do cargo que ocupava no Hospital Municipal de Mucaba.
Segundo o PPA, o dirigente foi convocado por responsáveis locais do sector da saúde e submetido a um ambiente de intimidação, com ameaças explícitas relacionadas com a sua ligação ao PPA.
Na sequência, foi exonerado da chefia de departamento que exercia na unidade hospitalar.
O partido classifica a exoneração como arbitrária, e diz que viola os princípios da legalidade, imparcialidade e separação entre função pública e militância partidária, previstos na Constituição da República de Angola.
Em nota de repúdio, o PPA condena o comportamento inaceitável protagonizado por militantes do MPLA que investidos em cargos públicos, se arrogam no direito de condicionar intimidar e prejudicar cidadãos em função das suas convicções políticas.
A formação política alerta ainda para a instrumentalização das instituições do Estado para fins partidários, o que coloca em causa a democracia o pluralismo e os direitos fundamentais.
O partido acrescenta que os actos denunciados já provocam impactos directos na vida pessoal e profissional do visado.
As autoridades do sector da saúde em Mucaba e a direcção provincial do MPLA no Uíge não se tinham pronunciado sobre as acusações.