PGR da 3.ª esquadra da Vila Alice solta agressor de empresário Francisco Joaquim
Francisco Bula Joaquim, empresário de 45 anos, denuncia ter sido agredido por um cliente e acusa a Procuradoria-Geral da República (PGR) junto da 3.ª Esquadra da Vila Alice de ter libertado o agressor de forma misteriosa.
REDAÇÃO DO FACTOS DIÁRIOS
Segundo a vítima, tudo aconteceu no dia 1 de outubro, por volta das 10 horas, no seu escritório na Vila Alice. Armando, um dos clientes ligado ao senhor Hilário, terá ido ao local alegadamente para pedir esclarecimentos, mas acabou por partir para a agressão física.
“Ele veio apenas para fazer agressão”, afirma Francisco Bula Joaquim.
O empresário conta que, desde 2024, paga uma dívida de 100 mil kwanzas mensais a 16 pessoas, sendo o principal beneficiário o senhor Hilário. Em julho deste ano, terá levado Hilário à Esquadra da Vila Alice, mas este desapareceu sem deixar rasto.
O conflito do primeiro de Outubro do ano corrente, terá origem num atraso a uma embaixada. O agendamento estava marcado para sexta-feira, dia 25, às 9h00. Na véspera, Armando foi orientado a comparecer à hora combinada, mas no dia seguinte apareceu às 11h00, de calções e chinelas. Após um apelo do empresário, regressou a casa para trocar de roupa e só chegou às 14h00, sem justificar o atraso, quando a embaixada já tinha fechado às 12h00.
Perante o atraso, o dono da agência decidiu que Armando deveria suportar os custos do reagendamento. A vítima alega que tanto o atraso como a agressão foram planeados.
O que mais preocupa o lesado, no entanto, é a “soltura misteriosa” do agressor pela PGR da 3.ª Esquadra da Vila Alice, conhecida como “Pau da Cobra”.
“A PGR conhece o ladrão e o agressor, mas condena o injustiçado?”, desabafa.
Francisco Bula Joaquim afirma ainda que, depois de sair da esquadra, Armando enviou-lhe uma mensagem desafiadora a dizer que já estava em liberdade.
