Empresário Riquinho pede a FIBA interdição da participação de Angola na última janela de basquetebol até ao pagamento da sua dívida de 5 milhões de dólares do Afrobasket 2007
O empresário Miguel Riquinho admite avançar com um pedido de interdição da participação da Seleção Nacional angolana de Basquetebol, na última janela de qualificação e no Mundial, até ao pagamento integral de uma dívida do Estado avaliada em 5 milhões de dólares norte-americanos, referente ao Afrobasket 2007.
REDAÇÃO DO FACTOS DIÁRIOS
Em causa está uma dívida com cerca de 20 anos que, segundo o empresário, o Ministério da Juventude e Desportos – MINJUD tem para com a sua empresa. A dívida, que tem gerado intensa cobertura mediática nos últimos meses, entra agora numa fase de maior tensão internacional.
Segundo Riquinho, “o tom começa a subir ao momento que as vias administrativas para ser resolvido este assunto vão ultrapassando o limite do tempo e também o período limite da prescrição da dívida”.
O empresário afirma ter esgotado quase todas as instâncias internas sem obter resposta conclusiva sobre a certificação e pagamento do valor.
CAMPANHA PÚBLICA DESDE AGOSTO
Desde Agosto último, Miguel Riquinho intensificou a sua campanha pública, tendo concedido entrevistas a podcasts, publicou denúncias nas suas páginas de Facebook e WhatsApp, conteúdos que têm sido acompanhados e noticiados por vários bloggers e sites de notícias nacionais.

O caso ganhou destaque pela antiguidade do crédito reclamado e pela sua ligação a um dos maiores eventos desportivos realizados em Angola.
DIMENSÃO INTERNACIONAL E CARTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Agora, a situação parece tomar um rumo internacional. De acordo com informações avançadas pelo próprio empresário, já terão existido contactos informais com a FIBA e com um tribunal internacional para avaliar a viabilidade do pedido de interdição.
Riquinho estaria, neste momento, a aguardar os efeitos de uma Carta Aberta dirigida ao Presidente da República e a instituições de jurisprudência do país, como “última esperança de ver este assunto resolvido administrativamente”.
Caso não haja resposta, o empresário afirma que avançará para o que classifica como “derradeira final”, a formalização do pedido junto da FIBA e do Tribunal Arbitral Internacional do Desporto.