ESCÂNDALO NA UNIVERSIDADE CUITO CUANAVALE: Mais de 300 milhões de kwanzas desviados em pagamentos fantasmas pelo reitor António Chivinda

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Segundo apurou o nosso portal com base em relatórios e numa auditoria minuciosa a dezenas de Ordens de Saque do SIGFE, a gestão da Universidade Cuito Cuanavale (UCC), liderada pelo reitor António Bartolomeu Alicerces Chivinda Eduardo, afunda-se num pântano de corrupção, peculato e desvio sistemático de fundos públicos.


REDAÇÃO DO FACTOS DIÁRIOS

O mais revoltante, amplamente denunciado pela comunidade académica, é que toda esta monumental rede de irregularidades é do absoluto conhecimento do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, e da Inspeção-Geral da Administração do Estado (IGAE), que cruzam os braços e mantêm um silêncio cúmulo e ensurdecedor, permitindo a contínua delapidação do erário. Enquanto o topo da governação finge nada ver, o reitor continua a utilizar o sistema financeiro do Estado para autorizar e validar pagamentos a empresas de fachada por serviços e bens que nunca viraram realidade no terreno.

A investigação documental destapa um roteiro chocante de contratos fictícios e despesismo descontrolado em várias frentes sensíveis da instituição. No setor tecnológico, sobressaem pagamentos avultados à empresa Dj Rcass Limitada (envolvendo subscrições e licenças do SIGA e Office 365 que totalizam mais de 36 milhões de kwanzas), com o agravante crítico de o Sistema de Gestão Académica se encontrar totalmente inoperante desde 2022, paralisando a vida administrativa e académica da universidade.


A este roubo somam-se mais de 60 milhões de kwanzas pulverizados em projetos científicos e cursos fantasmas – como os pacotes de literacia jurídica pagos à R.F-Cuva (9,9 milhões) e apoios à investigação abocanhados pela Im Chilume (19,8 milhões) – cujos valores foram fracionados propositadamente para escapar aos crivos da contratação pública, sem que exista qualquer rasto físico dos materiais ou formações.

O assalto aos cofres do Estado estende-se de forma escandalosa à frota automóvel e ao apetrechamento bibliográfico. Foram drenados mais de 9,1 milhões de kwanzas em lubrificantes, peças e manutenções técnicas de viaturas que continuam apodrecidas nos pátios – incluindo dois autocarros parados desde o final de 2024 e três viaturas (duas Hilux e um Suzuki Jimny) totalmente avariadas, enquanto no capítulo das bibliografias destaca-se uma fatura de 10,6 milhões de kwanzas paga à Kk&Sg para apetrechar a Biblioteca Central e das Unidades Organicas que, no terreno, continuam às moscas e sem qualquer evidência material dos livros adquiridos. Além disso, foram desviados mais de 12 milhões destinados à formação de Gestão de Bibliotecas.

ALGUNS DOCUMENTOS DOS VÁRIOS EXISTENTES

A lista negra de beneficiários intocáveis e protegidos por esta inércia governamental integra ainda nomes como a Hrosel, Lmc Ntongonosi, Agapanthus, Mangondji Trading, Global3af, Onel Mame, Ineriam Soluções, Paulino Bernardete & Filhos, Livraria Esteves, Novangol, Dádivas, G.C-Henrique, Ntec e Ilídio António Francisco, acumulando centenas de milhões em prejuízos ao Estado. Perante a conivência evidente do Ministro Albano Ferreira e da IGAE, professores, estudantes e cidadãos exigem que a Procuradoria-Geral da República intervenha de imediato com uma auditoria externa profunda, o congelamento de contas e a responsabilização criminal e financeira de todos os envolvidos neste assalto descarado à universidade pública.


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