Partido CIDADANIA condena violência policial no Uíge e apela à união nacional
O Partido CIDADANIA manifestou profundo lamento pelo “triste incidente” ocorrido no sábado, na cidade do Uíge, onde cidadãos que pretendiam exercer pacificamente os seus direitos políticos, consagrados na Constituição, foram alvo de “violência policial gratuita e com motivações claramente político-partidárias”.
REDAÇÃO DO FACTOS DIÁRIOS
Em nota do Secretariado Permanente do Comité Político Nacional, o partido criticou as narrativas desencontradas apresentadas após o caso. Enquanto um agente da Polícia alegou tratar-se de um “mal-entendido” por “fechamento de ruas para acto político”, o porta-voz da UNITA acusou o seu parceiro de Bicesse de usar força “superiormente desproporcional” com “disparos indiscriminados contra as populações”.
O CIDADANIA questionou a diferença de tratamento: “Não se entende porque é que o MPLA fecha ruas, faz marchas, tira professores e crianças das salas de aula para as suas atividades partidárias, e a Polícia não intervém nem considera atos reprováveis”. Para o partido, os incidentes no Uíge são “a prova mais evidente de que o MPLA capturou o Estado de todos nós”.
A formação política alertou que os angolanos estão “cansados e saturados” de acontecimentos que revelam um “ódio profundamente enraizado entre os contendores do passado” e apelou para que este conflito bilateral não se espalhe à sociedade nem contamine as novas gerações. “Os cidadãos querem a união, e não a divisão. Querem o amor, e não o ódio. Querem a democracia e não a tirania”, defendeu.
O CIDADANIA exortou as autoridades a concentrarem-se nos problemas reais do país: eliminar a fome e a pobreza, combater o desemprego e o custo de vida, integrar 8 milhões de crianças fora do sistema de ensino e erradicar a malária e outras endemias.
“Vamos parar definitivamente com os ódios calcinados do passado! Angola é de todos e para todos”, concluiu, defendendo um “NOVO CONTRATO SOCIAL DE CIDADANIA” baseado na liberdade, igualdade e desenvolvimento.