QUANDO SE ATACA E SE OFENDE INOCENTES!

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OPINIÃO

FERNANDO METUSAL


Diariamente somos apedrejados por seguidores, conhecidos e até por quem viveu connosco a infância e a adolescência! Há familiares que também o fazem.


Não é de hoje como alguém que empresta o seu pequeno esforço à complexa estrutura que governa o país, mas desde o tempo em que tinha o microfone como o instrumento principal de trabalho.


Fica-se com a impressão de que a nossa vida é um mar de rosas. Temos tudo ao nosso alcance e não ajudamos os outros por mero capricho.
Há quem ousa mesmo em dizer que somos integrantes das turmas quem fazem do erário o Banquete.


Se soubessem…


O facto de convivermos com alguns que tomam decisões no país, não significa que somos os privilegiados em tudo. Às vezes acho que isso até nos prejudica ainda mais.


Quem nos conhece bem sabe que para fazermos um pedido não é fácil. Só o fizemos de forma excepcional e em casos extremos. Na maior parte dos casos a resposta termina em promessas irrealizáveis. Insistir é a parte mais difícil. Confesso-vos que há gente que humilha! Já fomos brindados várias vezes com cenas do género, até de quem já fomos úteis.

É difícil acreditar, mas é a pura realidade! Por isso, preferimos sempre ficar quietinhos no nosso canto. Se fosse tão fácil como muitos apregoam, na nossa casa não teria aquele “exército” de desempregados e muitos familiares não estariam a lutar por ingresso à uma universidade pública há muitos anos. E se fossemos participantes de algum banquete, certamente todos estariam a estudar nas universidades privadas.


Vontade de ajudarmos os outros não nos falta. Quando conseguimos fazer alguma coisa, entramos em acção, sem rodeios. Não fazemos muito mais, porque também estamos “farinhentos” e quando pedimos ajuda para ajudar, também levamos “mbaias” e jajões.
Com o nosso “cabucado” ajudamos a troco de nada. Não precisamos retribuição.

Provavelmente isso beneficie um dia os nossos filhos, netos, bisnetos e muito mais. Se não for, esperemos pelo galardão divino, se conseguirmos a vida eterna.


As primeiras lições da vida, dos nossos avós e pais, principalmente as da minha querida mãe, foram muito bem captadas, daí não participarmos em ilicitudes. Preferimos dignidade a ter o nome manchado em escândalos. Os nossos filhos são exortados todos os dias para seguirem o mesmo rumo.


As nossas escolhas são genuínas. Não buscamos ganhos. Seguimos esse rumo por convicção. As nossas opções devem ser respeitadas, tal como respeitamos as escolhas dos outros.


Tirem das vossas cabeças de que todos os servidores públicos se servem do que é de todos. Ainda há muitos patriotas pelo país.
Portanto, não gastem as balas com inocentes.


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