RECONCILIAÇÃO NACIONAL MARCA INÍCIO DA MENSAGEM SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO

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O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, destacou, esta quinta-feira, 15 de Outubro, a importância da paz e da reconciliação nacional para a consolidação da estabilidade política e a promoção do desenvolvimento económico e social de Angola, durante a Mensagem sobre o Estado da Nação, dirigida ao País, na Reunião Plenária Solene de abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional.


Na abertura da sua intervenção, o Chefe de Estado recordou o pedido público de desculpas que apresentou, em 2021, pelos crimes cometidos no contexto dos conflitos políticos que marcaram o país entre a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, e o fim da guerra, a 4 de Abril de 2002.

João Lourenço justificou essa iniciativa com a necessidade de “sarar as feridas” deixadas pelo conflito político-militar e criar condições para que os angolanos possam unir esforços em prol do desenvolvimento nacional. Neste contexto, destacou a criação da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), responsável pela organização e execução de iniciativas destinadas a homenagear as vítimas daquele período.

“Abraçar e perdoar”
O Presidente da República recordou, igualmente, o direito da família de Jonas Malheiro Savimbi, fundador da UNITA, de trasladar os seus restos mortais e proporcionar-lhe um funeral condigno, em respeito pela tradição cristã e pelos costumes africanos.

Evocou, igualmente, as homenagens prestadas no âmbito das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional aos líderes dos movimentos de libertação nacional signatários dos Acordos de Alvor: Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi.

Para João Lourenço, a capacidade de “abraçar e perdoar” constitui um elemento fundamental para a construção de um país próspero, no qual os cidadãos possam conviver pacificamente, independentemente das suas diferenças políticas, ideológicas, étnicas ou religiosas.

O Chefe de Estado associou este compromisso à inauguração, na quarta-feira, 14 de Outubro, do Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos, que definiu como um espaço de memória, reflexão, reconciliação e educação patriótica. A infra-estrutura visa contribuir para a preservação da estabilidade e a promoção do desenvolvimento nacional.


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