SETE FORÇAS POLÍTICAS CONDENAM VIOLÊNCIA NO UÍGE E ANUNCIAM PLATAFORMA CONJUNTA
Sete forças políticas da oposição reuniram-se no dia 18 de Agosto de 2026, na sede do Grupo Parlamentar da UNITA, e tornaram pública uma declaração conjunta sobre os alegados actos de violência cometidos pela Polícia Nacional contra militantes da UNITA e populações na Província do Uíge.
POR ISIDRO KANGANDJO
Assinam o documento os presidentes da UNITA, Adalberto Costa Júnior, da RENOVA Angola, Manuel Fernandes, do PNSA, Sikonda Alexandre, do PPA, Eduardo Garcia, do PDP-ANA, João Nsumbo, em representação do seu Presidente Abreu Capitão Bernardo, do PRS, Benedito Daniel, e do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.
Na declaração, os líderes condenam “veementemente” os actos ocorridos no Uíge por considerarem que minam o clima de paz e reconciliação nacional e a confiança num processo eleitoral credível, a menos de 12 meses das eleições gerais.
As forças políticas instam as autoridades à responsabilização civil e criminal dos autores e exortam o Executivo e o partido que o sustenta a “deixarem de instrumentalizar as forças de defesa e segurança em benefício dos interesses de grupo”. Condenam igualmente a postura dos órgãos de comunicação social públicos, acusados de falta de isenção e pluralidade.
O grupo solidarizou-se com os feridos e famílias vítimas e apelou aos angolanos à tolerância e convivência pacífica. Para os signatários, os factos são o culminar de violações e intolerância política num ambiente pré-eleitoral que visa “criar um ambiente de instabilidade”.
Como resposta, os líderes assumiram o compromisso de encontros regulares sob o lema “um por todos, todos por um” e de criar um observatório para a defesa da cidadania e do Estado Democrático de Direito. Decidiram ainda propor um mecanismo com todos os partidos, incluindo o do poder, para resolução de conflitos eleitorais e alargar a concertação com a sociedade civil.