Luís de Castro critica falhas da UNITEL e crise dos combustíveis: “Angola não pode aceitar o caos como normal”
O presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, usou as redes sociais esta terça-feira, 31 de Julho para denunciar o que classificou como uma crise generalizada em Angola, com foco nas falhas dos serviços de telecomunicações e na escassez de combustíveis.
POR ISIDRO KAMGANDJO
Na publicação, o político considerou “inadmissível” que milhões de angolanos continuem sujeitos às constantes interrupções da rede da UNITEL. Segundo ele, num mundo em que a comunicação é um direito e uma necessidade, as falhas prejudicam famílias, empresas, estudantes e o próprio funcionamento da economia.
Luís de Castro apontou também para as “intermináveis filas nas bombas de combustível” como um sinal de humilhação para os cidadãos. “Um país produtor de petróleo não pode aceitar a escassez recorrente de combustíveis como se fosse uma fatalidade. É um retrato preocupante da incapacidade de planificação e gestão”, escreveu.
O líder do Partido Liberal defendeu que o Estado tem a obrigação de garantir serviços públicos eficientes, fiscalizar as operadoras e assegurar o abastecimento regular de combustíveis.
“Os cidadãos pagam impostos, cumprem os seus deveres e merecem respeito. O silêncio perante estas falhas apenas perpetua a mediocridade”, afirmou.
Para Luís de Castro, Angola precisa de “responsabilidade, competência e respeito pelo seu povo”. E concluiu: “Governar é servir, e não habituar os cidadãos ao caos”.